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No gado leiteiro os cistos ováricos são anomalias habituais. Se caracterizam por apresentar anestro, cios irregulares, aumento de intervalos reprodutivos e infertilidade. Sua origem ainda é desconhecida. É importante estudar sua patogenia e possível vinculação a certos fatores de pré-disposição em sua apresentação. O objetivo deste trabalho foi determinar eco graficamente a prevalência e tipo de cistos ováricos. Foram analisadas 93 vacas que pertenciam a 23 rebanhos de gado de La Hoya de Loja. As formações císticas se identificaram e classificaram segundo o perfil ecográfico de 24 dias, com 6 explorações cada 4 dias. As idades dos animais variaram entre 2 e 12 anos, com condição corporal > 2. Para a análise de dados se utilizou o PROC REG no programa estatístico SPSS Statistics 21. Determinou-se um aumento de 256,4 dias abertos em animais com cistos ováricos <em>versus</em> 114,8 dias abertos nas vacas saudáveis controladas. A prevalência de cistos ováricos foi de 32 %, distribuídos em 21 % de cistos foliculares e 11 % de cistos lúteos. Além do mais, evidenciou-se correlação entre presença de cistos com condição corporal ≤ 3 (23 %), presença de metrite (9 %) e utilização de produtos hormonais (10 %). A manifestação clínica dos cistos ováricos se expressou com sintomas de anestro de vacas com cistos lúteos (90 %), e a presença de cios irregulares em vacas com cistos foliculares (40 %). Em conclusão, os cistos ováricos são causa direta do aumento dos períodos parto-cio, parto-concepção e do intervalo entre partos em vacas leiteiras em pós-parto.
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