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No México, a pesquisa sobre oncologia veterinária é escassa. Este é o primeiro relatório sobre as neoplasias mais comuns no cão doméstico no noroeste do México e estabelece as bases importantes para futuras pesquisas epidemiológicas. Realizou-se um estudo retrospectivo de 2013 e prospectivo de janeiro a agosto de 2014, no Departamento de Patologia Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Autônoma de Tamaulipas, mais um laboratório particular. Analisaram-se em total 250 amostras de cito patologia e histopatologia de tumores ou lesões sugestivas a neoplasias. Destas, 213 se diagnosticaram como neoplasias e 37 como processos não neoplásicos. As neoplasias malignas foram mais frequentes do que as benignas. Classificaram-se em epiteliais ou mesenquimais. Os cães foram os mais afetados, seguidos pela raça labrador. As fêmeas apresentaram maior frequência no desenvolvimento de tumores, com 145 registros. Para a análise estatística se utilizou a prova exata de Fisher, que determinou a existência de uma associação estatística significativa (p < 05) entre a presença dos cinco tipos de tumores mais frequentes e o sexo, a raça e a idade dos pacientes no desenvolvimento de neoplasias. Não se observaram diferenças significativas ao avaliar o comportamento do tumor neoplásico com raça e sexo, mesmo havendo uma diferença significativa (p < 05) com a idade dos pacientes.
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